Durante 22 dias, entre abril e maio de 1941, as águas do Lago Guaíba atingiram uma cota de 4,76 metros, tornando-se a segunda maior enchente já registrada na cidade de Porto Alegre, superada apenas pela enchente de 2024.
A enchente atingiu todo o Rio Grande do Sul, mas Porto Alegre foi uma das cidades mais afetadas devido à sua posição geográfica nas margens do Lago Guaíba. A Região Hidrográfica do Guaíba cobre cerca de 1/3 da área do estado, e as chuvas dessa região escoam para o lago. Na época da enchente, a precipitação total foi de 791 milímetros.
Cerca de 70 mil habitantes ficaram desabrigados, quase um quarto da população de Porto Alegre na época. Empresas suspenderam suas atividades, e os prejuízos foram calculados em 50 milhões de dólares. Uma rede de solidariedade foi formada para ajudar os flagelados. Além disso, a mistura das águas com esgotos e outros resíduos levou à proliferação de doenças na população local.
A enchente de 2024 causou estragos significativos em várias áreas do Rio Grande do Sul. Mariante, um distrito à beira do Rio Taquari, foi particularmente afetado. Quase todas as 618 casas do distrito foram danificadas, e toda a infraestrutura sofreu impacto. A tragédia resultou em perda de vidas, pessoas desabrigadas e uma mobilização massiva da Defesa Civil para fornecer ajuda às vítimas.
Além do fenômeno climático El Niño, que causou aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico, um “anticiclone” criou um bloqueio atmosférico na região, intensificando as chuvas. Até o momento, 147 pessoas perderam a vida, 127 estão desaparecidas e cerca de 500 mil tiveram que deixar suas casas. A comunidade se uniu para fornecer doações de água e alimentos, demonstrando solidariedade diante dessa catástrofe natural .